Como Escolher um Psicólogo

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“Não deem o que é sagrado aos cães, nem atirem suas pérolas aos porcos, caso contrário, estes as pisarão e aqueles, voltando-se contra vocês, os despedaçarão.” Evangelho de Mateus

Há momentos que desejamos e precisamos simplesmente falar e ser ouvido. Mas não é qualquer escuta, precisamos que alguém nos ouça de verdade. Mas, à medida que o tempo passa, este desejo pode se tornar numa necessidade urgente. E aí surge a pergunta: Com quem posso falar? Quem pode me escutar?

No fundo, todos sabemos que é há riscos quando dividimos com outros os segredos do nosso coração. Estes segredos são sagrados para nós. São tão preciosos, que escolhemos a dedo a quem falar. Isto porque, sabemos que é ingênuo achar que qualquer pessoa está pronta para ouvir o que tenho para dizer. Não está!

Ouvir o outro pode ser uma tarefa penosa para algumas pessoas, por despreparo pessoal e técnico. Há assuntos que a pessoa não aguenta ouvir sem ser afetada, sem se misturar com a sua história. Quando isto acontece ela passa a ouvir o outro de dois modos possíveis.  São modos de ser e de interagir que causam sofrimentos a quem arrisca falar de sua vida a elas.

O primeiro modo é o ouvir agressivo, violento, metaforizado pela imagem dos cães raivoso. Ouvir com raiva é um risco. O risco de ser destruído, ou devorado, simplesmente porque a pessoa não aguenta ouvir seus segredos. O ataque à sua intimidade é inesperado.  Como resultado você sai da conversa estraçalhado, machucado, e pior do que estava.

O segundo modo é o ouvir desatento, com desprezo, metaforizado pela imagem do porco. É o modo de ser que desvaloriza o que ouve. Na verdade, este ouvinte ignora o que você diz porque não entende o valor e o significado do que está sendo dito. Então, joga na lama e pisa, ou seja, despreza e não dá atenção. Quem fala sai humilhado de uma conversa assim. É um tipo diferente de violência

Estes riscos não tiram de nós a necessidade humana de alguém que nos escute.

A questão é que estas formas inadequadas de ser e de agir não está apenas no outro ou fora de nós. Elas podem agir dentro de nós contra nós mesmos. Como? Destruindo ou desprezando nossas mais belas e construtivas iniciativas, incluindo o desejo sincero de estar diante de alguém preparado que simplesmente nos ouça de verdade.

Psicólogo

Carlos Augusto R. de Souza

Fone: (19) 99144-4065

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